Economia informal emprega um em cada três portugueses
«Em média, um em cada três portugueses trabalha na economia paralela, ou seja, em empresas que não cumprem as suas obrigações fiscais, de Segurança Social ou as regras de regulação estabelecidas no mercado, segundo um relatório da McKinsey citado esta terça-feira na imprensa.
O relatório «Portugal 2010» divulgado esta semana pela consultora conclui que a informalidade tem tendência para aumentar ainda mais. Os sectores da construção, retalho e alimentação são aqueles onde o fenómeno é mais expressivo.
Uma vez que a população empregada ronda os 5 milhões, o terço diagnosticado totaliza 1,5 milhões exercerem actividade em empresas que não cumprem as suas obrigações.»
A educação e a fiscalidade são as questões mais prementes, na minha opinião, já aqui várias vezes expressa, da sociedade portuguesa.
E a questão fiscal também passa pela “educação” dos contribuintes.
Um dos factores negativos é, actualmente, a ideia instalada na grande maioria da população de que as maiores fontes de rendimentos fogem às suas obrigações fiscais. Independentemente da completa veracidade desta “ideia” ou não – normalmente mete-se no mesmo saco a fuga ilegal e o planeamento fiscal que são coisas completamente diferentes – a verdade é que, de tempos a tempos, aparecem noticias de primeira página a denunciar vários delitos fiscais onde, inclusive, elementos da classe política são apontados como infractores. Muito provavelmente a actual tributação fiscal não é justa para o leque de rendimentos da população portuguesa. Se esta lei não serve arranje-se outra. Imperioso é que rapidamente se arranje um processo transparente de tributação sobre os rendimentos. Urgente é que termine um clima de suspeição sobre tudo e sobre todos. Se há sectores com forte fuga fiscal a máquina fiscal que actue.
Imperioso é que cada um esteja consciente de estar a contribuir para o país segundo os seus rendimentos e, muito importante, estar seguro que toda a comunidade está a ter a mesma atitude.
A continuar assim não vamos a lado nenhum, simplesmente enterramo-nos ainda mais, em cada dia que passa.
Nota – os bolds são nossos.
Faltou acrescentar o enorme "buraco" na Segurança Social.
Excelente alerta.
Abraços
A algum lado isto tem que ir parar... Ao fundo, cada vez mais e mais... (É bom ter-te de volta) Beijinhos e um dia muito feliz!!
Afixado por: Maria em junho 22, 2004 02:00 PMQue bom que voltaste...e com imensas coisas para dizer! Muito bem.
Quanto ao poema, vou ver se o encontro e vou "postá-lo" para ti. Abraço, WB
Afixado por: whiteball em junho 22, 2004 03:13 PMA questão estende-se a várias áreas...mas a educação é uma lástima, realmente.
Afixado por: Blueshell em junho 22, 2004 03:15 PMAna, obrigada pelo fantástico comentário que me deixaste, Concordo com todas as palavras, sabes, não pretendo defini-lo, apenas sentir-lo, e por muito que se tente, todas e quaisquer palavras, serão sempre insuficientes... Aquelas que coloquei, agradaram-me pela beleza poética, mas mesmo, assim, ficam aquem... Beijinhos e mais uma vez obrigada...
Afixado por: Maria em junho 22, 2004 05:06 PMNesta altura o que devia ser resolvido em 6 meses, passará a levar 3 ou mais anos.
Claro que falo da actuação da máquina fiscal sobre um qualquer caso concreto
Boa, boa...
Um abraço,
Francisco Nunes